6 de out. de 2013

#49 Ir a alguma exposição de arte

Local escolhido: 9ª Bienal do Mercosul
Preço por pessoa: Grátis

Depois de algumas tentativas, conseguimos, finalmente, driblar São Pedro e ir à 9ª Bienal do Mercosul, cumprindo nosso programa #49 em grande estilo! Vale salientar que, como vocês já sabem, nenhum de nós trabalha com arte, assim, entendemos muito pouco ou quase nada sobre o assunto. Vamos colocar aqui algumas fotos do que vimos com as nossas impressões. De qualquer forma vale ir lá dar uma olhadinha para tirar as suas.

Iniciamos o percurso no MARGS, por volta das 15h30.
A primeira obra que vimos consistia em uma estrutura feita com caixas de papelão, que achamos até que bem divertida. Porém, lendo a explicação, não conseguimos visualizar muito o que o autor pretendia, que era algo relacionado à cavernas.


A segunda obra que vimos foi um quadro, aparentemente com cones grudados na tela. Achamos muito sem graça e sem sentido, à primeira vista.


Porém, depois de lermos a explicação percebemos que era até algo bem legal, com ímãs que faziam a tela ser puxada pelos cones:



Depois vimos uma estrutura metálica, muito interessante, de Allora e Calzadilla.

"A cada 90 minutos, a EEI completa uma volta em torno da Terra, tornando-se potencialmente acessível por meio desta escultura, por dez minutos, dependendo de sua localização. É isso o que inspira o título da obra e a sua forma. Durante os intervalos, a escultura capta e transmite no espaço expositivo outras frequências de rádio. Ao mesmo tempo em que o funcionamento daa escultura é in­certo, precisamente porque depende de tantos fatores e agentes além da sua natureza, ela enfatiza as possibilidades de comunicação com o espaço sideral – um espaço que é muito mais regulado, para não dizer apenas distante, do que é comumente percebido”
 É quase uma questão de fé acreditar se funciona mesmo. De qualquer forma, achamos a ideia demais!
Embaixo segue foto da Br com a obra de Jason Dodge:

Em Alvorada, Brasil, Vera Junqueira teceu doze quilômetros de fio de lã com a cor da noite e a distância da terra e (a soma) acima do clima”
Achamos que a foto é autoexplicativa, né?

Depois nos deparamos com a obra de Luis F. Benedit, que é muito interessante, apesar de não termos conseguido desvendar o labirinto (será que conta como “se perder no labirinto de nova Petrópolis? Porque nesse não nos achamos mesmo! Hehe).

                                    Labirinto invisível
Para finalizar, sempre tem alguma obra aparentemente sem sentido algum...

Essa nem a explicação salvou...

Então partimos para o Santander Cultural, cujo prédio em si já é lindo de se ver.
Iniciamos pelo andar de cima, mas as obras que achamos mais legais estavam no andar de baixo.
A começar pela lula gigante de David Zink Yi, que trazia diversão e estranheza, mas, de novo, não alcançamos todo o entendimento que o autor desejava com a obra. Aliás, achamos a explicação bem exagerada.

      “Nesse sentido, o animal é como uma tela na qual humanos projetam suas fantasias a respeito da catástrofe natural e da impotência humana. Ele personifica um lugar abstrato, onde a natureza e o homem colidem violentamente. Aparentemente, as lulas-gigantes estudadas e vistas até hoje, em sua maior parte, são animais doentes que chegam à costa para morrer. Será que contam uma fábula da natureza no fundo do mar não só de terror, mas também romântica, de extinção e solidão?
Em seguida vimos uma sequência de obras de um artista (que não anotamos o nome), que retratavam o trabalho dele com algo que, pelo que entendemos, tinha a ver com raios e as modificações que estes causariam.
Abaixo foto do Ritter com réplicas de produtos dos raios na areia.

Depois avistamos uma caixa de vidro aparentemente sem nada dentro, até que, chegando bem pertinho, vimos que havia um diamante lá no meio, escondidinho!
Segue foto da Br, que quase desvendou o mistério da obra de Fritzia Irizar antes de lermos sobre ela.

Para criar a obra apresentada na 9ª Bienal, Irizar forneceu cabelo da comunidade indígena Tarahumara, situada nas montanhas do estado de Chihuahua, no norte do México. Em 2012, essa região enfrentou a estiagem mais severa em quase um século, o que agravou a convivência dos Tarahumaras com a fome em função dos consequentes racionamentos de água e dos problemas agrícolas. Como a desnutrição se reflete na composição biológica do cabelo, a obra da artista cristaliza, metaforicamente, por meio desse diamante, um retrato coletivo da fome, chamando atenção para como processos naturais e culturais podem tornar evidentes as extremas disparidades sociais”. 

Encontramos, ainda, esculturas divertidas no saguão, porém achamos a explicação da obra de Erika Verzutti um pouco viajante demais.


“Dispostas como se estives­sem em uma aula de yoga, em pose de lótus, as esculturas evocam qualidades da Vênus – a deusa da mitologia romana que é esposa de Vulcano e simboliza a fertilidade da Terra, além de emprestar seu nome a um planeta de nosso sistema solar”
 E, por fim, o tanque de lodo de Robert Rauschenberg, que também se tornou muito mais interessante após lermos sobre ele.

No funcionamento de Musa de Lama, o som é um impulso que se transforma em sinal elétrico para, então, distribuir-se em diversas dinâmicas”.
Antes de sairmos do Santander tentamos tomar um café no Café do Cofre, mas estava cheio, então apenas tiramos foto para mostrar aqui, pois também é um café muito tradicional.

Ok, o fotógrafo não captou muito bem o café, mas o que vale é a intenção, não é mesmo?
Partimos, então, para a Usina do Gasômetro, para finalizar nossa jornada. Como estávamos famintos, tomamos um café no Café do Cinema.

Como o Ritter tinha compromisso no final da tarde ele nos deixou um pouco antes de concluirmos o programa.
Seguimos então para o terraço da Usina, onde tem uma instalação bem legal. Acabamos ficando um bom tempo ali, descansando e conversando.

Quando estávamos quase indo embora, vimos esses dinossauros no saguão do térreo. Trouxe-nos direto recordações da infância. Dá mesmo vontade de brincar. Infelizmente não anotamos o nome do artista.


Enfim, depois de todo esse passeio voltamos para casa, onde fizemos uma janta gostosa (com menos de R$ 30!). Apesar de não contar para a lista, em razão da ausência do Ritter, postaremos depois a receita!
Acho que em geral gostamos do passeio. O problema é que chegamos à conclusão de que é difícil chegarmos a um entendimento próximo do pretendido quando a obra foi pensada sem lermos as instruções todas. O que nos faz pensar que, embora seja algo de acesso livre, talvez não seja efetivamente algo para todos.
De qualquer forma, acompanhando as explicações vimos obras muito interessantes e foi, em geral, mais um programa divertido que fizemos.
E agora faltam apenas 48 programas. O que será que vamos fazer em seguida?


Br – Não entendo nada de arte, mas gostei bastante do passeio. Mas pelo que me lembro a Bienal antigamente tinha umas obras mais impactantes, mais instalações, maior interatividade. Senti falta disso.

Isa - Mesmo após algumas cadeiras do falecido curso de arquitetura, também nunca entendi muito de arte. Mas contrariando minhas previsões adorei o passeio. Porém fico intrigada que basicamente todas as obras necessitem da explicação para entendermos alguma coisa. Basicamente nenhuma delas conseguiu nos passar a intenção do trabalho do autor sem a necessidade da "explicação acessória". Estaria a obra "incompleta" sem ela? Repito, não entendo se este é realmente o objetivo, mas não me senti realmente conectada com quase nada em razão disto.

Ritter - Minha opinião é que é tudo uma grande viagem. É interessante como a cabeça e a criatividade das pessoas funciona, gerando umas obras absurdamente inusitadas. O problema é que eu não tenho sensibilidade, ou paciência, o suficiente para “desvendar” a mensagem de cada peça. Enfim, valeu pela companhia, valeu pela estranheza e novidade do que se observa. É um ótimo programa para família ou amigos, como nós, que querem simplesmente tirar sarro com a bizarrice das obras.

Um comentário:

  1. Eu tô louca pra fazer alguma das viagens!!! Acho que novembro já rola uma praia, né?

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